Archive for the ‘Dicas de decoração’ Category
O lado positivo da crise financeira na decoração de casamentos.

Felizes para sempre
Tudo tem o seu lado bom, já dizia a Pollyana, ainda menina, no livro de Eleanor H. Porter.
E, por força da crise, esse lado bom está acontecendo no ramo mais brega do mundo, o da decoração de casamentos.
Parece que as noivas, por mais bom gosto que tenham, sempre são contaminadas por um excesso de “zelo”, digamos assim, quando trata-se da sua festa de casamento, exagerando nos detalhes e querendo fazer muito mais do que o bom senso estético recomenda e do que a amiga que casou fez.
O resultado? As coisas mais horrorosas vistas na face da terra.
Com recursos mais escassos, a simplicidade e o despojamento passaram a ser a nova moda na decoração de festas.
Agora os próprios noivos, para economizar, cuidam de algumas etapas dos preparativos, resultando em menos frufrus e em um visual mais jovem.
Outra mudança é a realização da cerimônia religiosa no mesmo local da festa, o que significa eliminar do orçamento a decoração da igreja.

Elegância
Até as mesas e cadeiras são contratadas em quantidade menor, o que os “Pollyanas” do setor enxergam positivamente, pois os convidados em pé fazem a festa ficar mais dinâmica.
Entendeu o que é ser chic? É fazer falta de mesa virar dinamismo.
Os decoradores, antenadíssimos, já perceberam onde a coisa aperta e agora oferecem festas “estilo” lounge.
Significa alguns sofás, poltronas e pufes espalhados pelo ambiente e menos mesas e cadeiras.
Até o toldo está sendo eliminado de casamentos ao ar livre, com a justificativa de ter o céu fazendo cenário para a festa.
Para que toldo? Só serve para esquentar e ainda pode causar um acidente se o vento for muito forte.
A chuva? É só escolher um dia de sol… e rezar!
Se você está planejando a sua festa de casamento, veja algumas sugestões elegantes e econômicas:
- Faça a festa durante o dia, assim você terá uma economia considerável com iluminação.
- Se não for em uma estação chuvosa, arrisque uma festa ao ar livre. É mais charmoso e a própria natureza faz a função da decoração.
- Escolha uma capela pequena e antiga, assim você pode optar por uma decoração simples e romântica com flores do campo.
- Os vestidos mais elegantes são sempre os mais simples, sem muitos detalhes e sobreposições. Mas para conseguir o efeito desejado é importante estar com o corpo esbelto.
- Não gaste com pacotes de clínicas de beleza chamados de “Dia da Noiva”. É tudo enganação. Noivas que fazem massagens e tomam banho de ofurô ficam tão estressadas e ansiosas quanto às que não fazem.

Simplicidade
- Esqueça a moda das lembrancinhas. Além de cafona, custam muito.
- Não tente impressionar com comidas mirabolantes. Faça a opção por um cardápio leve, com muita salada e bebidas refrescantes.
- Se for usar um salão para a festa, escolha um salão branco, impessoal e sem a pretensão de ser um palácio. É muito mais econômico e causa mais efeito você decorar os pontos estratégicos de um salão simples com vasos e arranjos com flores da época (que são mais baratas).
- Não gaste uma pequena fortuna com fotografias e filmagens. Pense que as fotos e imagens do casamento são mais importantes do que o formato do álbum e dos efeitos (normalmente horrorosos) das filmagens. Se você conseguir fazer uma decoração simples e elegante, as fotos e imagens vão ficar bonitas.
E se aquela amiga vier falar com você insinuando que a festa estava um pouco “limpa” demais, saia com esta: menos é mais, querida…
Fotos de René Ehrhardt
O inimigo declarado da decoração.
Aquele sofá que você cuidou tanto será destruído.
Aquele vaso irá ao chão e o lugar que ocupava servirá para uma boa soneca.
O tapete não ficará no seu lugar, mesmo se você colá-lo no chão.
As cortinas serão escaladas até o teto.

Delinquentes
Quem tem gatos em casa sabe que eles são inimigos da decoração.
E sabe também que, apesar da destruição, eles são os moradores mais alegres de uma casa.
Carnaval, uma inspiração para a decoração.
O Carnaval, por ser uma festa com raízes populares, pode ser uma referência para ser usada em setores como moda, design e decoração.
Não, não pense naquele Carnaval plastificado das escolas de samba do Rio de Janeiro e transmitido para o mundo todo pela Rede Globo.
Aquilo deixou de ser referência há muito. Se é que algum dia foi…

Bonecos de Olinda
Pense no Carnaval que acontece no Norte e Nordeste e quem tem a participação efetiva do povo e ainda conserva as tradições culturais trazendo-as às ruas.
O uso de cores contrastantes, formas elementares e uma linguagem simples são caminhos para você implementar a decoração da sua casa.

Artesanato do Rio Grande do Norte
Mas, por favor, não seja literal e pendure sombrinhas do frevo no teto da sua casa e nem coloque um boneco de Olinda no seu jardim.
O resultado vai ser tão ruim quanto um berimbau na parede da churrasqueira ou uma arara colorida balançando na varanda.
Use os elementos como inspiração para remodelar a decoração, buscando inspiração principalmente nas cores.
Uma poltrona, por exemplo, pode ganhar uma nova vida revestida com um tecido com uma temática regional do Carnaval.

Artesanato de Alagoas
Você pode também usar elementos típicos dessa região e fazer quadros com a simples função decorativa para alegrar o ambiente.
Ou usar peças autênticas de artesanato regional como objetos de decoração, sempre tomando o cuidado de manter o bom senso, pois qualquer coisa em quantidade exagerada faz mal.
Por fim, esqueça completamente lantejoulas, plumas e paetês ou qualquer coisa que lembre a Globeleza ou o Carnaval da Globo.
Aquilo lá é coisa fabricada para gringo ver e paulista copiar.
Fotos de Maison do Bonfim e Artesanato.com
O conto do ladrilho hidráulico.
Esta uma história real inspirada em uma postagem da Marcele, do Viver Arquitetura, sobre ladrilhos.
Com fotos.
Sempre que nos deparamos com iniciativas que teoricamente resgatam técnicas do passado, somos tomados por um certo romantismo e, santa ingenuidade, uma crença de que é tudo verdade.
Vamos ao caso do ladrilho hidráulico, para quem não está associando o nome ao produto, são aqueles ladrilhos desenhados típicos das casas da vovó.
São lindos. E tomando por base a idade da casa da vovó, muito duráveis.
Quer dizer, deviam ser.
Mas alguns vendidos atualmente não duram cinco anos, então imagine como ficariam quando seus netos tiverem 30 anos… E os bisnetos, então?

O ladrilho hidráulico
A foto ao lado postagem mostra o estado de um ladrilho hidráulico “moderno” passado 6 anos.
E não pensem que, como diriam alguns fabricantes, que não foram observadas as instruções de instalação e manutenção.
E não pensem também que é um ladrilho escolhido pelo preço mais barato, por isso é de qualidade inferior.
Custou os olhos da cara.
A espera foi de mais de 30 dias para recebê-lo, pois, segundo o vendedor, “é um produto artesanal, fabricado com as técnicas originais e feito sob encomenda, inclusive com a possibilidade de escolha das cores do desenho“.
Uau! Como não ser seduzido por uma proposta dessas?
O desenho é lindo, o produto é artesanal, caro, produzido exclusivamente e dura muito…
O resultado está aí: o produto é poroso, desgasta, perde a cor, chupa a resina e encarde. Enfim, é decepcionante.
Acredito que as avós de antigamente não contavam com resinas importadas para impermeabilizar os ladrilhos e nem ceras com composições especiais para manter o brilho.
Então chego à conclusão que grande parte dos fabricantes de hoje são piores que os de antigamente, apesar de toda a onda que fazem em cima desses produtos artesanais.

Detalhe do ladrilho hidráulico

Ladrilho hidráulico
Se me pedirem a opinião sobre ladrilhos hidráulicos, sou categórico: não compre!
Você pode estar pensando que existe o joio e o trigo, mas pense também que não é um problema seu separar o joio do trigo. Os fabricantes bons que arrumem um jeito de tirar do mercado os fabricantes ruins.
O seu dinheiro não é capim, compre um piso cerâmico.
Não tem o charme de um ladrilho hidráulico, mas as chances de você ser enganado são menores.
Hoje, embora digam que não, a qualidade não é tão importante quanto antigamente.
O tal do marketing é que nos engana dizendo que não.
E eu vou comprar uma marreta.
A decoração da casa do Big Brother Brasil.

Cama da Suruba
Que o programa Big Brother, da Rede Globo, é lixo cultural não compensa nem falar sobre.
Nada diferente do restante da programação da tv aberta no Brasil com seus Domingão do Faustão, Gugu, Fantástico, Ana Maria Braga etc. É tudo imprestável.
Mas há algo interessante no Big Brother e diz respeito à decoração.
Eu explico: talvez pelo surrealismo do programa e dos participantes, os ambientes da casa do Big Brother fogem daquelas coisas palacianas ou faveladas que são apresentadas nas novelas, meramente caricaturas das casas dos ricos e dos pobres.
É uma rara experiência ver na tv algumas propostas quase arrojadas que são apresentadas no programa, como o tal quarto palácio de cristal, com paredes e teto cobertos totalmente por espelhos.
O lado ruim é que o nosso povo entende televisão como algo a ser copiado e seguido, então talvez alguns loucos vão achar lindo reproduzir exatamente isso em casa.

Quarto Palácio de Cristal
Assim como copiam as roupas, as bundas, os cabelos e os peitos dos artistas de novelas, vão copiar os ambientes do Big Brother.
Seria melhor que enxergassem essa decoração como propostas e as confrontassem com outras como as das novelas, dos filmes, dos livros e do seu cotidiano.
E não fizessem a cópia.
Que assimilassem.
Que renovassem.
Pois decoração nada mais é do que personalizar e não seguir o que está na moda.
Decorar é fazer o seu ambiente confortável e agradável para você.
Mas querer que os fãs do Big Brother entendam isso é sonhar demais.
Seria como sonhar que ninguém vai perder tempo assistindo essa porcaria.

Futon

Piscina
P.S.- As fotos que ilustram esta postagem foram retiradas do blog do Big Brother Brasil.
Para ver a matéria original, clique aqui ou aqui.
Desaioquê?

O Mundo
O artigo que estava aqui foi removido.
A causa da remoção foram os comentários dos designers revoltados.
Após ler e refletir um pouco achei que esta seria a melhor solução.
Dois comentários, especialmente, foram determinantes.
O primeiro assinado pelo sr. Paulo educadamente oferecia ajuda para a questão.
Apresentava a suas qualificações na área de design com destaque para 2 graduações, uma em design e outra em arquitetura e, diante disso, imagino, deve estar contribuindo para definir o que faz um designer, captando seguidores da suas idéias.
No contexto atual, possuir graduações é bastante respeitável.
Em meio às suas muitas palavras, vou destacar 2 exatamente como estavam escritas e que mostram como anda o ensino no Brasil, inclusive do design. Logo no início, lamentando o que eu tinha escrito, ele usa o termo “em fim” que suponho referir-se à enfim.
Logo após, explicando quando entendeu o que era design, crava no texto a forma “atraz” quando, supondo novamente, a intenção era dizer atrás.
Conseguir 2 graduações apesar de não ter sido alfabetizado corretamente me faz duvidar mais ainda desse design que diz ir muito além da forma e função, passando por cima do desenho para representá-las, para discutir a sua relação com o meio, seja lá o que isso quer dizer.
O outro comentário decisivo foi feito por uma pessoa supostamente chamada Carol que, sem paciência e revoltada, dizia para eu enfiar um x-burger no rabo utilizando no lugar da palavra rabo outra muita conhecida formada por 2 letras.
Esse foi a gota d’água.
Não fiquei chocado pela proposta, mas sim por ver que uma “diretora de arte” não sabe que a palavrinha com 2 letras não leva acento.
Isso é básico, pois esses “designers“, como a Carol, andam animados em desenvolver brands e outras cositas más para os seus clientes.
Todos os comentários, sem exceção, foram escritos por pessoas (professores inclusive) que, notadamente, não foram alfabetizadas corretamente e mesmo assim conseguiram concluir um curso universitário.
A capacidade de interpretação de um texto também parece ter sido bastante afetada nos últimos anos, pois o artigo que estava aqui anteriormente não foi escrito para designers, mas sim para orientação básica de alguns consumidores que ainda não sabem diferenciar o design do artesanato.
Nenhum artigo deste blog se destina a discutir academicamente qualquer tema ligado a design.
Para os que gostam de fazer isso, indico este link aqui, onde as mais fantásticas definições de design estão presentes.
Dá para passar um final de semana inteiro polemizando e discutindo a questão.
O meu negócio é outro.
Não me enquadro nessas definições de designer, não quero ser designer e, definitavamente, não sou designer.
Para mim o assunto está encerrado e o meu artigo não vai mais fazer o mundo entender erroneamente a profissão dos designers.
Tchau, mossada!
Ooops! MoÇAda!
As cadeiras Girafas.

Cadeiras coleção Girafas
Alguns conceitos são tão fortes e estão tão estabelecidos que muitas vezes nos impedem de uma pequena ousadia.
Cadeiras, por exemplo.
Elas variam no encosto, no assento, no formato, no acabamento, no estilo e em muitas outras coisas, mas invariavelmente têm a mesma altura quando formam um jogo.
Um dos motivos, até antes de existir a tão falada ergonomia, é que se chegou a uma altura média razoável do assento em relação ao chão considerando o comprimento médio das pernas das pessoas.
Isso é muito bom e proporciona conforto para a maioria das pessoas.
É como uma calça jeans, veste confortavelmente nos magros e aperta nos gordos.
Mas, quando falamos em decoração, variar a altura do assento em relação ao chão proporciona um resultado interessante.
As cadeiras que ilustram essa postagem são da coleção Girafas e possuem alturas diferentes.
É claro que o principal objetivo é estético e não foram desenvolvidas para uma mesa de jantar, mas são extremamente confortáveis quando usadas na recepção de uma empresa, por exemplo.
Note também que, apesar de estarem em um ambiente comercial, são coloridas e isso é permitido e possível.
Mas esse assunto está em outra postagem, clique aqui para ler.
O vermelho é para sempre.

Cadeiras vermelhas
Por favor, não tome o título desta postagem literalmente.
Não é uma regra, mas para muitos o uso do vermelho na decoração é para sempre.
Talvez seja parte do seu simbolismo, a cor da paixão.
Quem já experimentou ousar com peças nesse tom, sabe que não existe cor melhor para dar personalidade a um ambiente.
Um tampo de mesa vermelho, um tapete cor-de-sangue ou cadeiras
escarlates são como um aviso em letras garrafais que gritam “Opa! Aqui o espaço é meu!“.
O vermelho é tão marcante que fica livre dos clichês típicos da decoração que falam nas tais cores coringas.
Vermelho é vermelho.
E chega de papo!
As tendências da decoração 2009

Decoração tropical para novo rico.
Segundo o Comitê Brasileiro de Cores, as tendências estão divididas em 4 perfis que são os seguintes:
- Os “ecotons“, para os que gostam de passar uma imagem de sustentabilidade, com predominância de tons verdes, uso de madeira reflorestada, eucalipto, rami, juta e sisal.
– Os “ludis“, para os que preferem objetos de formas inusitadas e cores vivas, com grandes estampas, personagens de desenhos animados, adesivos, pichações e móveis de laca.
- Os “neo golden“, para os novos ricos, com o uso intenso do dourado, mas agora na versão envelhecida, e da prata, a grande novidade que invade toda a casa, inclusive nas paredes, pois combina com tudo.
– Os “maxmini“, uma coisa indefinida que concilia extremos. Aqui o negócio é usar muita transparência, luzes e vidro (note que o vidro também é transparente). A sugestão é usar grandes peças de revestimento e pequenos pontos de leds e de cristais.
Como você pode notar, tudo muito superficial e como se fosse fácil sair trocando os móveis e pintando a casa como quem troca de roupa…
Como você é uma pessoa esperta e quer se aprofundar no assunto, veja como as tendências são formuladas:
Primeiro, uma breve explicação de como funciona:
- É mais ou menos como uma Bolsa de Valores, funcionando na base de palpites e apostas de pessoas que quase sempre erram em suas previsões (vide a crise).
Um grupo de pessoas, influentes na mídia, dá a sua opinião baseada em interesses, como por exemplo, da indústria de móveis ou dos fabricantes de tintas para os quais prestam consultoria e elaboram projetos. Normalmente esse grupo tem o pomposo nome de Comitê ou Bureau. Essa é uma das formas.
- Uma outra forma, essa muito mais frequente, são os “chupões” dados nas feiras e mercados internacionais. Hoje em dia está muito mais fácil, pois ninguém precisa ir até Milão ver o que está sendo vendido lá, basta apenas dar uma busca no Google e pronto.
Segundo, como essas informações chegam até você:
- As revistas de decoração e os cadernos de jornais, com prazo de fechamento curto, pessoal reduzido e sem muito assunto no final de ano, dão uma compilada nessas informações, misturam tudo e colocam umas “criações” das produtoras para parecer conteúdo original.
Por exemplo: se está rolando o papo que o dourado está na moda, basta pegar uma daquelas horrorosas araras coloridas que são vendidas em lojas para turistas e pintar com um spray Color Gin na cor dourado. Aí coloca-se a arara dourada em um ambiente com uns móveis bem caros e está pronta a matéria. Depois disso, basta olhar a foto e, junto com sábias instruções dos Comitês e decoradores renomados, inventar um texto em cima.
Terceiro, como o que está escrito em revista tem muita credibilidade, os blogs que falam de decoração começam a copiar essas dicas das revistas e rapidamente são indexados no Google.
Aí, você vai no Google e digita “tendências para decoração 2009″ e ele lista um monte de blogs e sites com o tema para você dar uma espiada.
Um método bem científico, não é?
Dicas para o Natal – 3

Cubi Loc
A dica de hoje é o Cubi Loc, um relógio de mesa para ambientes jovens e pessoas bem-humoradas.
Ele é pequeno, colorido e tem uma “cabeleira” de molinhas, quase um dreadlock.
Clicando aqui você lê a postagem completa sobre ele ou aqui se você quiser ver quanto custa na loja virtual bade.
Para você ver direitinho como ele é, assista ao vídeo abaixo:
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