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Vai construir ou reformar? Prepare-se para os problemas…

Calma, um dia acaba...
O que você vai ler não é nenhuma novidade, mas sempre achamos que não vai acontecer com a gente.
A verdade é que reformar ou construir nada mais é do que administrar problemas, frustações e incompetências.
O relato da Mari Melo, do blog Brincando de Casinha, é bem ilustrativo (clique aqui para saber sobre o rolo com a Telhanorte, um grande varejista de materiais para construção de São Paulo).
A causa de tudo isso somos nós mesmos, quando contratamos e compramos.
Não aprendemos a exercer os nossos direitos e não tomamos providências quando somos lesados.
No fundo, somos desleixados.
E, mais no fundo ainda, gostamos quando esse desleixo é azeitado como sendo o jeitinho brasileiro ou “o povo criativo que tem uma habilidade ímpar para resolver as adversidades”.
Na sua reforma ou construção você será lesado várias vezes, começando com o engenheiro ou arquiteto que quase nunca entrega o projeto no prazo.
E você fica quieto, pois é o começo e não pretende brigar.
Será lesado novamente no orçamento que, sempre, ultrapassa o que você determinou.
Será lesado ainda no desperdício de materiais gerado pelos pedreiros, marceneiros, encanadores, eletrecistas etc que não estão nem aí com o quanto custou.
Depois de tudo pronto você terá ainda o desgosto de descobrir que alguns materiais que foram vendidos como primeira linha não eram tão primeira linha assim.
Que o projeto poderia ser melhor.
E que faltou isso e aquilo outro.
É pessimismo?
Não, é a realidade.
É triste?
Sim, muito triste.
Tem solução?
Felizmente sim.
A solução é você deixar de ser um típico brasileiro e exigir os seus direitos.
Uma simples devolução do dinheiro não basta. Processe, peça indenização.
Mande refazer.
E não coloque um centavo seu a mais.
Faça contrato com tudo e todos estipulando prazos e multas.
Não vá somente pela indicação de conhecidos. Procure conhecer as obras que os profissionais fizeram e conversar com os proprietários.
E, o mais importante, faça marcação cerrada.
Lembre-se que estamos na terra do jeitinho e que, ao virar as costas, alguém vai estar tentando lhe roubar.
Boa obra para você!
Foto de Concrete Forms
Home office, por que isso?

Eles ensinam, nós aprendemos
Ainda bem que o ser humano é contraditório.
Isso é bem legal, pois nada é mais chato do que uma pessoa coerente o tempo todo, a vida toda.
A coerência, muitas vezes, mostra que faltou coragem para mudar, aprender, pensar diferente.
Mas existem contradições que não se explicam.
Uma delas é adotar nomes em inglês para determinadas coisas ou situações.
Prejudica o entendimento.
Enrola a língua.
Faz algumas pessoas se passarem por ignorantes.
Sem motivo.
O “home office” é uma delas. Por que isso?
Pode ser que a origem esteja no pensamento tosco de que dando esse nome ao escritório da casa, ele passe a ser mais exclusivo e mais “home office“.
Uma tolice de quem ganhou um pouco de dinheiro e acha que “aconteceu”.
Uma das coisas que nós, iletrados do Brasil, precisamos aprender é a nos comunicar com clareza.
Não tem nada a ver com a nossa língua portuguesa, a defesa da natividade, a identidade.
Tem a ver simplesmente com a comunicação sem esforço.
Sem esforço para falar e sem esforço para entender.
Não é nada contra o inglês.
Em português também acontece e com frequência.
Chamar a sua empregada doméstica de secretária é a mesma coisa.
Não vai deixar você um nível acima.
Você não vai ser mais chique porque tem uma empregada que chama de secretária.
Você pode esbravejar que a valorização não é para você, mas para ela.
Vamos fazer de conta que é verdade.
O que ela ganha?
Continua fazendo os serviços domésticos, ganhando uma merreca e não tendo os mesmos benefícios que uma secretária tem.
A comunicação ineficiente está nos fazendo perder tempo e inteligência.
E nos fazendo perder oportunidades.
Quer uma sugestão?
Aproveite que você tem um “home office“, não deixe que ele seja apenas decorativo: faça-o produzir alguma coisa útil além de horas intermináveis navegadas na internet e promova a empregada doméstica à secretária.
Em comunicado direto e claro: arregace as mangas e mãos à obra!
Para terminar:
Good bye, baby!
O Brasil não tem bons designers?

Orbit
Há coisas que ficam na cabeça da gente e aparentemente não têm uma explicação clara.
Se você é um leitor de blogs relacionados à decoração e design de produtos, deve conhecer um monte que divulga diariamente, ou quase, produtos e idéias.
Mas, não sei se você já notou, quase nada do Brasil. Alguns colocam até o preço em dólar ou euros, além do link para comprar.
Bem, daí resta uma dúvida: o design brasileiro não é bom o suficiente para ser mostrado ou será, mais uma vez, o nosso lado colonizado achando que o que vem de fora é mais “hype“?
Procurar pela rede os bons designers nacionais dá um pouco mais de trabalho, mas não é porque eles não têm o capricho de fazer boas fotos ou um bom site.
É porque os gringos têm mais grana, mais recursos, mais apreciadores e mais divulgadores (nós inclusive).
O designer nacional tem a si só e pronto.
Talvez seja a hora de começar a pensar no consumo e na divulgação do design nacional.
O design nacional, principalmente no setor de decoração, precisa de recursos para deixar de ser quase um artesanato com muita cerâmica, terracota e juta.
Vamos deixar a herança cultural para o artesanato e partir para a comercialização de um design com temáticas que reflitam o nosso dia-a-dia.
Particularmente eu nunca vi um índio frente a frente, nem onça.
Nasci na cidade e nela eu vivo.
O designer nacional, acreditem, já usa computador, projeta com auxílio de CAD CAM, não é ativista de ONGs, não vive em comunidades ribeirinhas ou indígenas e é um profissional como qualquer outro, ou seja, precisa vender os seus serviços e produtos.
Exatamente como os designers europeus.
A diferença é que o designer nacional, se quiser ver os seus designs transformados em produtos, tem que ele mesmo investir na fabricação, comercialização e divulgação.
E sozinho.
Finalmente um apartamento diferente!

Max Hauss
AVISO: Esta matéria pode até parecer, mas não é propaganda!
Vale a pena conhecer o Max Haus, um novo conceito, chamado Arquiteturaberta, de apartamento lançado na cidade de São Paulo.
Diferente de tudo o que você já viu, pois é vendido sem nenhuma divisão interna, nem mesmo colunas, deixando por conta e risco da sua imaginação a divisão de ambientes ou até mesmo a não divisão.
É lógico que eles dão algumas sugestões, faz parte da comercialização.
O destaque fica para a porta do apartamento, um verdadeiro show de design e tecnologia.
Vá lá no site deles, www.maxhaus.com.br e dê uma olhada. É inspirador!