Posts Tagged ‘arquitetura’
Um pouco sobre janelas.
As janelas antigamente eram mais charmosas. Muito mais charmosas.
Assim como as casas, vieram perdendo o charme em função da praticidade e da industrialização.
E um pouco também pela falta de ousadia dos artiquetos, designers e outras coisas assim…
Quer uma prova?
É só observar as fotos dessas charmosas janelas.
É mentira?



Casa Cor 2009: o jardim viveiro.
Se você é ligado em decoração, já ouviu falar da Casa Cor.
Ela é a mostra de maior badalação e repercussão no Brasil e tem como uma das suas propostas lançar as tendências que vão inspirar decoradores, arquitetos e paisagistas nos seus projetos.


O jardim da Casa Cor de 2009, chamado de Jardim Viveiro/Viveiro Jardim, foi realizado pelo arquiteto, agrônomo e paisagista Marcelo Faisal e, segundo ele, “tem como proposta a criação e um jardim em forma de canteiros de produção” e também faz uma homenagem ao centenário de Burle Marx.

Um dos destaques do jardim é o canteiro com o desenho do calçadão de Copacabana. O efeito é bem interessante.
A proposta do projeto, que tem como título Jardim Viveiro ou Viveiro Jardim, é explicada da seguinte forma: “as duas propostas traduzem um único sentido, pois o jardim é estruturado como se fosse um viveiro de plantas ou o viveiro tem caráter de jardim“.


O jardim conta ainda com palmeiras Washingtonias rigorosamente alinhadas que reforçam a ideia de alinhamento e funcionam como cobertura ou sombrante, um bangalô convida para a intimidade e o conforto e o pergolado que socializa o espaço.
Marcelo Faisal também está presente em outro espaço da Casa Cor 2009, com o projeto do playground da Casa Kids.

Para visitar a Casa Cor:
Período
26 de Maio a 14 de Julho de 2009
SPECIAL SALE 13 e 14 de Julho
Local
Av. Lineu de Paula Machado, 1075 – Jockey Club de São Paulo
Cidade Jardim – SP
Ver mapa de localização
Horário
Terça a Sábado, das 12:00hs às 21:00hs
Domingo, das 12:00hs às 20:00hs
Ingresso
Terça a Sexta R$ 35,00
Sábado, Domingo e inclusive feriados R$ 40,00
Os ingressos CASA COR pela primeira vez serão comercializados pela internet, por intermédio da TICKETMASTER (clique aqui). O PASSAPORTE CASA COR, cartão biométrico (por meio de digital), dará direito a você fazer sua visita quantas vezes tiver interesse e custará R$ 90,00. Também será comercializado pela TICKETMASTER.
Ingressos a venda na Bilheteria CASA COR, piso térreo do D&D SHOPPING, na FNAC e na TICKETMASTER
Bizarrices arquitetônicas: é um prédio ou é um piano?

Ele toca?
É para olhar e pensar: um prédio em formato de piano foi construído em Huainan, na China.
Sim, tem gente que vê sentido em uma coisa assim…
Vai construir ou reformar? Prepare-se para os problemas…

Calma, um dia acaba...
O que você vai ler não é nenhuma novidade, mas sempre achamos que não vai acontecer com a gente.
A verdade é que reformar ou construir nada mais é do que administrar problemas, frustações e incompetências.
O relato da Mari Melo, do blog Brincando de Casinha, é bem ilustrativo (clique aqui para saber sobre o rolo com a Telhanorte, um grande varejista de materiais para construção de São Paulo).
A causa de tudo isso somos nós mesmos, quando contratamos e compramos.
Não aprendemos a exercer os nossos direitos e não tomamos providências quando somos lesados.
No fundo, somos desleixados.
E, mais no fundo ainda, gostamos quando esse desleixo é azeitado como sendo o jeitinho brasileiro ou “o povo criativo que tem uma habilidade ímpar para resolver as adversidades”.
Na sua reforma ou construção você será lesado várias vezes, começando com o engenheiro ou arquiteto que quase nunca entrega o projeto no prazo.
E você fica quieto, pois é o começo e não pretende brigar.
Será lesado novamente no orçamento que, sempre, ultrapassa o que você determinou.
Será lesado ainda no desperdício de materiais gerado pelos pedreiros, marceneiros, encanadores, eletrecistas etc que não estão nem aí com o quanto custou.
Depois de tudo pronto você terá ainda o desgosto de descobrir que alguns materiais que foram vendidos como primeira linha não eram tão primeira linha assim.
Que o projeto poderia ser melhor.
E que faltou isso e aquilo outro.
É pessimismo?
Não, é a realidade.
É triste?
Sim, muito triste.
Tem solução?
Felizmente sim.
A solução é você deixar de ser um típico brasileiro e exigir os seus direitos.
Uma simples devolução do dinheiro não basta. Processe, peça indenização.
Mande refazer.
E não coloque um centavo seu a mais.
Faça contrato com tudo e todos estipulando prazos e multas.
Não vá somente pela indicação de conhecidos. Procure conhecer as obras que os profissionais fizeram e conversar com os proprietários.
E, o mais importante, faça marcação cerrada.
Lembre-se que estamos na terra do jeitinho e que, ao virar as costas, alguém vai estar tentando lhe roubar.
Boa obra para você!
Foto de Concrete Forms
Por que as janelas são horizontais?

Uma janela vertical
Nas últimas décadas um movimento silencioso tomou de assalto a arquitetura residencial.
Foi se implantando vagarosamente e ao mesmo tempo vigorosamente.
Não se sabe como começou, nem por que ou por quem.
O tal movimento, que todos seguem, é o da janela horizontal.
Talvez alguns digam que foi influência de Fulano de Tal, o famoso arquiteto que revolucionou as moradias com seus conceitos abstratos.
Pode ser que sim, pois o Fulano de Tal é realmente influente e inspirador.
Mas pode ser que não.
Pode ser porque a partir da veneziana de ferro, e depois de alumínio, ninguém mais pensa que uma janela pode ser vertical.
E não pensa também que a janela vertical, como era antigamente, permite um abertura completa. As venezianas, no máximo, permitem 50% de abertura da sua área total.
Esteticamente a janela vertical pode ser mais harmoniosa, principalmente nos apartamentos atuais, com ambientes cada vez menores.
Sobra mais espaço livre nas paredes.
E como a abertura é total, circula mais ar e oferece mais luz natural.
Você pode estar pensando coisas assim: “mas dá um ar de casa antiga…”.
Sim, se a janela for desenhada como antigamente.
E não, se ela for desenhada de acordo com o padrão contemporâneo.
Depende da capacidade de quem projeta.
Não dá para fazer isso se você está comprando um apartamento, porque é claro que não vão mudar só as janelas do seu, mas se você vai construir uma casa, experimente perguntar “por que não janelas verticais?”.
E prepare-se para uma bela resposta, daquelas que evocam os princípios do famoso arquiteto Fulano de Tal.
Você já atormentou o seu arquiteto hoje?

Voodoo
Eu me sinto à vontade para fazer esta postagem, pois muitas vezes também meti o pau neles. Vamos aos fatos:
Como somos um país pobre, não aprendemos a pagar por coisas que não podemos pegar na mão.
Cultura, inclusive. Mas a culpa não é sua, fique calmo.
Vivemos em um país onde uma pizza custa o mesmo que um livro e todo mundo come a pizza, umas 20 por ano.
Também não compramos serviços pelo preço justo e pagamos muito mais do que vale por produtos que não valem nada.
E ainda assim não conseguimos ser coerentes nem quando pagamos pelos produtos.
Vamos aos exemplos:
- Quanto você está disposto a pagar pelo metro de um belo mármore branquinho para a pia do seu banheiro, que vai durar a vida toda se você não bater com uma marreta sobre ele? R$ 375,00 é caro? Vai ficar pensando umas trezentas vezes, não vai?
- E aquele monte de borracha que chamamos de tênis ou umas tiras com um solado que chamamos de sandália, cuspido aos montes por máquinas, que vai durar meses, com nome esquisito e formato mais ainda? Vale os mesmos R$ 375,00? Pois é, você ficou a cara do Michael Jordan ou da Gisele Bündchen…
Por isso não damos a mínima importância a determinadas profissões.
A arquitetura é uma delas. Não conseguimos entender como alguns palpites podem ser importantes e custar alguma coisa.
E fazemos do arquiteto um boneco de vudu vivo, onde vamos espetando alfinetinhos só para atormentá-lo.
- Ele escolheu branco? Ele não sabe de nada, pois o moço da loja de tinta disse que todo mundo está usando um tom de laranja.
- Como? Pedra, meu filho? Minha amiga colocou um porcelanato maravilhoso!
- Não, não, não… grama dá grilo, grilo canta muito durante a noite e não vou conseguir dormir.
Quero pedra.
E assim os arquitetos vão levando a vida, tentando vender projetos e auxiliar na construção de uma moradia melhor.
E um dia ainda vamos ouvir (ou já estamos ouvindo?) frases do tipo “ainda bem que eu não estudei…”
Uma flor na parede.

Popzz
Em setembro tudo muda. É a primavera, quando saímos dos tons neutros do outono para as cores vivas da natureza.
É uma estação que devemos comemorar, não porque ela seja mais importante que as outras, mas porque é uma estação cheia de vida.
Nos países onde a diversidade de estilos e épocas da arquitetura predomina nas ruas e o clima é sempre mais cinzento, é comum o uso de cores vibrantes e formas contemporâneas na decoração. No Brasil não temos todos esses estilos e por ser um país tropical, onde as cores são encontradas facilmente na natureza, temos a tendência de ser um pouco conservadores no uso da cor e da forma aplicada à decoração.
Pode observar: nas ruas quase todos os carros são cinza (ou prata), os móveis são escuros (já ouviu falar na famosa cor tabaco?) e os eletrodomésticos são brancos (o máximo da ousadia é quando são de inox).
E por que não mudar isso? Comece pelos detalhes, usando uma peça um pouco mais divertida na cozinha como, por exemplo, o relógio de parede Popzz, R$ 44,00 na loja virtual bade.

Relógio de parede Popzz azul
Em formato de flor, é uma peça que chama a atenção pela proposta de usar uma forma inusitada para marcar as horas.
O Popzz é feito em alumínio escovado com proteção de verniz incolor eletrostático e pétalas em resina que têm a função dos números.
E aí? Vamos entrar no clima da primavera?
Quando bate o saudosismo…

Detalhes antigos
A beleza da arquitetura e do design não está somente nas suas formas, mas também na mensagem que atravessa gerações.
Um elemento belo independe do estilo, do seu valor monetário e da notoriedade de quem o executou. Os dois detalhes mostrados nas fotos desta matéria ilustram bem esse conceito, pois provavelmente foi executado por algum anônimo obedecendo unicamente as linhas da época.
Atravessou um século e ainda está lá, nos fazendo parar, mesmo que somente por um instante, para admirar a harmonia das linhas e o trabalho cuidadoso de uma época que o resultado final era mais importante que a praticidade da execução.
Ainda bem que ainda existem para lembrarmos que podemos deixar para as outras gerações algo que valha ser admirado.

Mais detalhes