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A censura à obra de João Loureiro.
Aqui no Brasil temos conceitos estranhos: um homem pode construir um castelo, transformar em cassino para políticos omissos e ficar impune, mas um artista não pode fazer uma obra onde ele expressa a sua opinião.
Aconteceu agora com João Loureiro.
A direção do Centro Cultural São Paulo retirou a sua obra, uma fotografia chamada “O Fantasma”, que ficaria exposta até o dia 29 de março de 2009.
Sabe por que?

A obra polêmica
Porque os funcionários do Centro Cultural estão ofendidos.
Indignados!
Tanto que se mobilizaram (talvez inspirados nos caçadores da Caroline Pivetta) em escrever uma carta à Prefeitura de São Paulo reclamando do que eles chamam de “uma afronta contra os funcionários.”
Tudo porque a foto em questão foi feita em uma sala do Centro Cultural de São Paulo e retrata as mesas, cadeiras, computadores, armários e móveis cobertos com panos brancos com olhinhos, transformando-os em fantasmas.
Os funcionários acham que a mensagem implícita na imagem é que eles ficam enrolando ao invés de trabalhar, recebendo o salário sem aparecer no serviço.
Como se isso não acontecesse nas repartições públicas.
Senhores funcionários, façam algo mais útil.
Preocupem-se com castelos construídos com dinheiro público e mandem cartas pedindo explicação sobre políticos que frequentavam o cassino do castelo.
E deixem o artista trabalhar em paz e o povo decidir o que a imagem quis dizer.
Ao João Loureiro, autor da obra, fica uma sugestão: da próxima vez, além dos olhinhos, coloque também narizes de palhaço.
Ia caber como uma luva nesses funcionários.
Crédito da foto: divulgação
Momento cultural: o que é uma vernissage?
Vernissage é o nome que se dá ao evento que abre uma exposição artística.
Normalmente é bastante concorrido, seja quando o artista é conceituado e aparecem famosos e a imprensa ou quando o artista não é conhecido a aparecem amigos e parentes.
Na vernissage serve-se um coquetel aos convidados, abastecido por canapés e champagne nos eventos de artistas ricos ou salgadinhos de padaria, refrigerante e cerveja nos artistas pobres.

Saboreando uma vernissage
Mas o mais curioso de tudo é que a maioria das pessoas que fazem pose em uma vernissage, não sabe o significado da palavra.
Em tradução literal do francês, significa exatamente “envernizamento”.
Nada mais próprio e certeiro, não é?
Em uma vernissage, salvo o próprio artista (nem sempre), os convidados estão lá fazendo de conta que se interessam por arte, mas na verdade nem olham as obras.
Comentam sobre a qualidade da comida, das roupas dos convidados e fazem pose para sair nas fotos com potencial para sair em alguma coluna social.
Mesmo que seja no jornalzinho do bairro.
Tudo verniz.
Foto de hatisulz
Toy art. O que é isto?

Dudende, toy art da bade.
A Toy art hoje é uma mania. Basta procurar no Google e você verá que muita coisa está sendo produzida sobre o assunto.
Mas afinal, o que é toy art?

Outro toy, a Jojin.
Basicamente, a toy art é uma vertente da arte contemporânea e vem crescendo a cada ano. Teve início em 1996 quando os estilistas chineses Michael Lau e Eric So, convidados a participar de uma feira de brinquedos, substituíram as tradicionais fardas militares dos bonecos do Comandos em Ação por roupas
urbanas. A partir daí outros estilistas, designers, ilustradores e criadores passaram a fazer seus personagens, os toy arts.

O dudende verde.
No Brasil os toys ganharam uma personalidade própria e, apesar das más línguas dizerem que os artistas nacionais não entenderam a proposta toy, temos um toy art sem o ranço da elite.

HopDog, quase uma cachorro.
Os toys da bade podem ser vistos na loja virtual e comprados por míseros R$ 25,00.
Para descobrir um toy art com o qual você se identifica, o melhor jeito é buscando no Google e esquecendo as “marcas famosas”.

Dubaldo, o trombeteiro.
Olha o vitral, que legal!

Vitral
Uma solução bem antiga de iluminação, o vitral pode ser utilizado em qualquer ambiente e em qualquer estilo de decoração, mas não é muito comum vê-los em residências. Normalmente encontramos vitrais em ambientes comerciais e, não raro, em igrejas.
A versatilidade oferecida por um vitral em determinadas situações deveria ser mais aproveitada nos projetos residenciais.
Talvez o vitral não esteja tão presente justamente pelo esquecimento, por ser uma arte antiga e artesanal. Atualmente os arquitetos buscam soluções tecnológicas e se esquecem que o vitral é uma fonte de luz que utiliza energia limpa.
Além disso, o tema de um vitral pode ir do motivo religioso ao contemporâneo sem limite algum, fornecendo várias tonalidades de luz ao ambiente.

Vitral sintético
Hoje, você tem a opção do vitral de material sintético, em substituição ao vidro, com a vantagem de ser quase inquebrável.
Se na sua casa você acha que um determinado ambiente ficaria melhor com uma iluminação mais transada, pense no vitral. Ele é bem legal!