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Carnaval, uma inspiração para a decoração.
O Carnaval, por ser uma festa com raízes populares, pode ser uma referência para ser usada em setores como moda, design e decoração.
Não, não pense naquele Carnaval plastificado das escolas de samba do Rio de Janeiro e transmitido para o mundo todo pela Rede Globo.
Aquilo deixou de ser referência há muito. Se é que algum dia foi…

Bonecos de Olinda
Pense no Carnaval que acontece no Norte e Nordeste e quem tem a participação efetiva do povo e ainda conserva as tradições culturais trazendo-as às ruas.
O uso de cores contrastantes, formas elementares e uma linguagem simples são caminhos para você implementar a decoração da sua casa.

Artesanato do Rio Grande do Norte
Mas, por favor, não seja literal e pendure sombrinhas do frevo no teto da sua casa e nem coloque um boneco de Olinda no seu jardim.
O resultado vai ser tão ruim quanto um berimbau na parede da churrasqueira ou uma arara colorida balançando na varanda.
Use os elementos como inspiração para remodelar a decoração, buscando inspiração principalmente nas cores.
Uma poltrona, por exemplo, pode ganhar uma nova vida revestida com um tecido com uma temática regional do Carnaval.

Artesanato de Alagoas
Você pode também usar elementos típicos dessa região e fazer quadros com a simples função decorativa para alegrar o ambiente.
Ou usar peças autênticas de artesanato regional como objetos de decoração, sempre tomando o cuidado de manter o bom senso, pois qualquer coisa em quantidade exagerada faz mal.
Por fim, esqueça completamente lantejoulas, plumas e paetês ou qualquer coisa que lembre a Globeleza ou o Carnaval da Globo.
Aquilo lá é coisa fabricada para gringo ver e paulista copiar.
Fotos de Maison do Bonfim e Artesanato.com
Desaioquê?

O Mundo
O artigo que estava aqui foi removido.
A causa da remoção foram os comentários dos designers revoltados.
Após ler e refletir um pouco achei que esta seria a melhor solução.
Dois comentários, especialmente, foram determinantes.
O primeiro assinado pelo sr. Paulo educadamente oferecia ajuda para a questão.
Apresentava a suas qualificações na área de design com destaque para 2 graduações, uma em design e outra em arquitetura e, diante disso, imagino, deve estar contribuindo para definir o que faz um designer, captando seguidores da suas idéias.
No contexto atual, possuir graduações é bastante respeitável.
Em meio às suas muitas palavras, vou destacar 2 exatamente como estavam escritas e que mostram como anda o ensino no Brasil, inclusive do design. Logo no início, lamentando o que eu tinha escrito, ele usa o termo “em fim” que suponho referir-se à enfim.
Logo após, explicando quando entendeu o que era design, crava no texto a forma “atraz” quando, supondo novamente, a intenção era dizer atrás.
Conseguir 2 graduações apesar de não ter sido alfabetizado corretamente me faz duvidar mais ainda desse design que diz ir muito além da forma e função, passando por cima do desenho para representá-las, para discutir a sua relação com o meio, seja lá o que isso quer dizer.
O outro comentário decisivo foi feito por uma pessoa supostamente chamada Carol que, sem paciência e revoltada, dizia para eu enfiar um x-burger no rabo utilizando no lugar da palavra rabo outra muita conhecida formada por 2 letras.
Esse foi a gota d’água.
Não fiquei chocado pela proposta, mas sim por ver que uma “diretora de arte” não sabe que a palavrinha com 2 letras não leva acento.
Isso é básico, pois esses “designers“, como a Carol, andam animados em desenvolver brands e outras cositas más para os seus clientes.
Todos os comentários, sem exceção, foram escritos por pessoas (professores inclusive) que, notadamente, não foram alfabetizadas corretamente e mesmo assim conseguiram concluir um curso universitário.
A capacidade de interpretação de um texto também parece ter sido bastante afetada nos últimos anos, pois o artigo que estava aqui anteriormente não foi escrito para designers, mas sim para orientação básica de alguns consumidores que ainda não sabem diferenciar o design do artesanato.
Nenhum artigo deste blog se destina a discutir academicamente qualquer tema ligado a design.
Para os que gostam de fazer isso, indico este link aqui, onde as mais fantásticas definições de design estão presentes.
Dá para passar um final de semana inteiro polemizando e discutindo a questão.
O meu negócio é outro.
Não me enquadro nessas definições de designer, não quero ser designer e, definitavamente, não sou designer.
Para mim o assunto está encerrado e o meu artigo não vai mais fazer o mundo entender erroneamente a profissão dos designers.
Tchau, mossada!
Ooops! MoÇAda!
Não precisa gostar, mas precisa experimentar.

Caixa de MDF
Normalmente uma pessoa que gosta de decoração e decide participar desse mundo, usa como porta de entrada o artesanato, aprendendo técnicas como a découpage.
É tão fácil que aprende em um piscar de olhos.
Sem dúvida é um dos melhores caminhos para começar, mas não a melhor opção para ficar estacionado.
Esse tipo de artesanato oferece a técnica, ou seja, ensina como fazer.
Mas nunca ensina o que fazer e porque fazer.
Se você já tem a técnica, é hora de começar a trilhar a estrada da experimentação e descobrir como usar a técnica para gerar algo diferente, com a sua marca.
Se você não se preocupar com isso, acabará tendo em casa um estoque enorme de caixinhas de vários tamanhos com várias estampas, mas que no fundo são todas parecidas.
Se você usá-las para decorar a sua casa, vai ficar parecendo uma casinha de boneca.
Se você for tentar vendê-las para os seus conhecidos, vai enfrentar uma concorrência brava, pois todo mundo faz igual.
O que fazer?
Primeiro, pesquise. Descubra que há vários estilos e que eles podem ser aplicados à técnica que você aprendeu.
Segundo, pense. Descubra outras formas de trabalhar com esse técnica.
Terceiro, experimente. Provavelmente levará um certo tempo para você descobrir esse novo caminho.
Quarto, pratique a auto-crítica. A opinião de conhecidos tende a ser amena, normalmente elogiando. Dificilmente você ouvirá frases do tipo “xiiiiiii, mais uma caixinha com florzinha…”.

Uma découpage
Não se limite somente às coisas que você gosta na atualidade.
Pode ser que você não goste de outras coisas simplesmente porque não conhece.
E libere-se dos preconceitos bobos do tipo “isso não é para mim” ou “não faz meu estilo”. Essas frases só podem ser ditas depois de conhecer um pouco mais sobre o assunto.
E tenha em mente que mesmo o que você não gosta, é um conhecimento adquirido.
Para não ficar só no blá-blá-blá e você aí se perguntando “e eu faço o que?”, tente algumas coisas como:
- Seja original.
- Para découpage, basta um papel fino e resistente. Use cores chapadas e recorte elementos geométricos.
- A princípio, se o formato não for muito complexo, quase tudo pode ser decupado. Varie um pouco, faça um pôster legal com coisas que você gosta para colocar na parede.
- Pesquise um pouco sobre Pop Art e sobre Grafite. É um jeito legal e leve para começar a entender porque algumas coisas acontecem.
- Mostre o seu trabalho para todo mundo e, muito importante, dê mais atenção às críticas do que aos elogios.
Ajuda ou piora?

Pare com isso.
Quando você compra um artesanato em uma loja de presentes e decoração, o que você sente?
Que está adquirindo um produto feito pelo artesão?
Sente-se como que transportado ao lugar de origem daquele artesanato?
Afinal, você sabe o que é artesanato?
Muitas perguntas e poucas respostas?
Então leia esta postagem.
Por definição, artesanato é uma produção com temática regional e popular feita por uma pessoa, o artesão. Alguns artesãos são auxiliados por familiares.
A produção é baixa e os produtos têm a marca e característica do artesão.
Pois bem, artesanato é cultura e das mais valiosas, porque é cultura popular.
Cada região tem o seu artesanato próprio e, se bem consumido, faz comunidades inteiras serem auto sustentáveis, pois o artesanato atrai turistas, o turista traz o dinheiro para o comércio local e todos vivem felizes.
Mas, infelizmente existe o mas, os espertos industrializaram o artesanato.
A maioria das peças que você vê nessas lojas não são mais regionais, são pirataria.
São produzidas em série, em verdadeiras indústrias que muitas vezes estão a milhares de kilometros da região de origem daquela peça, pagam péssimos salários e não oferecem condições de trabalho adequadas.
Se você se interessar pelo assunto e quiser ver a situação de pirataria em loco, pode visitar cidades como Porto Ferreira e Pedreira, ambas no interior de São Paulo.
O verdadeiro artesão, sem condições de competir, depende de ações e de algumas ONGs que realizam projetos de manutenção dessa importante cultura popular.
Mas se você continuar comprando artesanato fajuto em lojas, essas ações serão iguais a você retirar uma única garrafa pet de dentro do rio Tietê, enquanto milhares são jogadas.
Se você realmente tiver que comprar um artesanato em uma dessas lojas, pergunte pelo autor, de onde veio, o que significa.
Se a resposta for uma bela engasgada, não compre.
Você está sendo enganado.
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