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Pílulas e Pérolas, uma nova seção para ficar por dentro das fofocas.

Sabe aqueles dias em que você precisa buscar um assunto para inserir no seu cotidiano e parecer que sabe de tudo o que rola?
Pois é, neste ponto a internet é imbatível, tem de tudo e em alta velocidade: as fofocas se espalham com uma velocidade incrível.
O problema é que dá o maior trabalho procurar por assuntos diversos, pois onde falam de celebridades é só sobre celebridades!

Rolls Royce circulando em Beverlly Hills no dia de lançamento da nova seção Pílulas e Pérolas

Rolls Royce circulando em Beverlly Hills no dia de lançamento da nova seção Pílulas e Pérolas

Onde falam de tecnologia, é só tecnologia!
Onde falam de leitura, pensam que o mundo é só livros!

Pois bem, agora a nova seção Pílulas e Pérolas do Decorando Tudo está aí para ajudar com assuntos diversos, desde fofocas até descobertas científicas do Cazaquistão.
Muito útil, muito mesmo, para aquela conversinha na fila do restaurante, quebra-gelo na entrevista de emprego ou naquela “vernissage” onde você não conhece ninguém.

Enfim, uma seção que pode ser traduzida como um verniz social e cultural para os dias de hoje, cada vez mais superficial e sem assunto.
Animou? Então clique aqui e conheça a nova seção.

Foto de tshein

Momento cultural: o que é uma vernissage?

Vernissage é o nome que se dá ao evento que abre uma exposição artística.
Normalmente é bastante concorrido, seja quando o artista é conceituado e aparecem famosos e a imprensa ou quando o artista não é conhecido a aparecem amigos e parentes.
Na vernissage serve-se um coquetel aos convidados, abastecido por canapés e champagne nos eventos de artistas ricos ou salgadinhos de padaria, refrigerante e cerveja nos artistas pobres.

Saboreando uma vernissage

Saboreando uma vernissage

Mas o mais curioso de tudo é que a maioria das pessoas que fazem pose em uma vernissage, não sabe o significado da palavra.
Em tradução literal do francês, significa exatamente “envernizamento”.
Nada mais próprio e certeiro, não é?

Em uma vernissage, salvo o próprio artista (nem sempre), os convidados estão lá fazendo de conta que se interessam por arte, mas na verdade nem olham as obras.
Comentam sobre a qualidade da comida, das roupas dos convidados e fazem pose para sair nas fotos com potencial para sair em alguma coluna social.
Mesmo que seja no jornalzinho do bairro.

Tudo verniz.

Foto de hatisulz

Talvez o Lula esteja lendo revistas sobre decoração…

Olhando fotos no jornal

Olhando fotos no jornal

Tenho um certo preconceito, admito.
Mas não é em relação ao nosso afortunado Presidente, mas sim em publicar opinião sobre Ele aqui neste blog.
Explico: há algum tempo, publiquei uma postagem (leia aqui) que terminava com uma piada que circula na internet e, dos poucos comentários que normalmente consigo, alguns eram irados em defesa ao Imaculado Presidente.

Mas diante da última do Mandatário Supremo, é praticamente impossível ficar imune.
Você já leu em outros , tenho certeza, a declaração Dele à Revista Piauí que não lê jornais “Porque tenho problema de azia”.

Atenção defensores de plantão, a questão não é o que ele diz, mas o que faz.
Explico novamente: em outro trecho Ele explica como se informa e aí é que mora o problema.
O Presidente disse que prefere ver o vídeo de uma reportagem de televisão[bb] ou um artigo trazido diariamente por Franklin Martins (Ministro da Comunicação Social) ou por Clara, Assessora Especial da Presidência, ou seja, as fontes de informação são filtradas e direcionadas.
Talvez, como as revistas de decoração[bb], com matérias maravilhosas de um mundo cor-de-rosa, decorado com flores, moradores felizes e deliciosamente fúteis.

Alguém aí, com mais de 30 anos, se lembra do seriado A ilha da fantasia?

P.S.- As referências a Ele estão sempre em maiúsculas não em deferência ao cargo, mas porque Ele é o Próprio.

Foto de Gustty

A reforma ortográfica e os nhenhenhens.

O decreto

O decreto

Essa história da Reforma Ortográfica deu um barulhinho, principalmente nos blogs.
Acho que principalmente por ser um bom gancho para chamar o nosso glamoroso Presidente de analfabeto e estúpido.
Bem, mas desta vez, ele não é o culpado da coisa.

A atual Reforma foi proposta em 1990 e aprovada pelo Congresso em 1995, portanto quando o dito cujo ainda não era Presidente e falava que na mesa dos pobres tinha “menascomida[bb].
A única coisa que ele fez foi assinar a Reforma Ortográfica, da mesma forma como fizeram Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
O objetivo da reforma é unificar a língua portuguesa, a quinta mais falada no mundo, nos países que adotam o português como idioma oficial.

A reforma atingirá somente 0,45% (menos de 0,5%) das palavras brasileiras, portanto não há motivo para tanto…
E o prazo para adaptação às novas regras é até 31 de dezembro de 2012.
Até lá as duas escritas serão consideradas corretas.

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Que seja melhor.

Feliz 2009

Feliz 2009

Não é muito difícil falar sobre o que desejamos para o Ano Novo, porque basicamente todos têm as mesmas expectativas: saúde, amor, dinheiro, prosperidade, fraternidade, solidariedade etc.
Você deseja isso e eu também.
Acontecerá?
Bem, das coisas que só dependem de você, o seu empenho aumenta a probabilidade.
As outras, que dependem dos vagabundos que elegemos, ninguém sabe.

Mas existe um desejo[bb], que deveríamos desejar com todo o fervor, que nunca aparece nos votos de Ano Novo: mais cultura.
Sem ela, os que vão ganhar dinheiro no próximo ano o farão deixando outros mais pobres.
Sem ela, muitos ainda vão continuar achando que o assistencialismo é sinônimo de fraternidade e solidariedade.
Sem ela, vamos continuar a comprar[bb] serviços de saúde, educação e segurança, sem exigir do Estado o oferecimento desses serviços gratuitamente e com qualidade.
Sem ela, continuaremos elitistas, egoístas e preconceituosos.

Por isso, desejo a todos, amigos, leitores, blogueiros, assinantes e pára-quedistas somente uma coisa: cultura[bb].
Que ela seja farta para mim e para você no Ano Novo.
Se for assim, e para todos, os outros desejos se realizarão automaticamente.

Feliz 2009!

Quando a piada não tem graça nenhuma.

O banheiro do Brasil.

O banheiro do Brasil.

Sala do Palácio do Planalto, foto de Dircinha

A síntese (agrupamento de fatos particulares em um todo que os abrange e os resume) não é algo fácil, pois depende de boa vontade e interpretação de quem lê.
E ler, atualmente, parece ser algo desnecessário.
E pensar no que foi lido mais ainda. Por isso somos o país das piadas.

Há quem as defenda porque mostram uma irreverência que só o brasileiro tem. No fundo mostra uma incapacidade em assumir as verdades e os problemas.
Ao encerrar uma postagem com uma frase que para muitos é uma piada, mas que para mim é uma síntese completa do que somos, dois comentários me chamaram bastante a atenção.
Um especialmente pela ira e o outro por descontextualizar justamente a função da colocação dessa suposta piada ao final da postagem.

Para não deixar dúvida de que não se tratava simplesmente de uma piada, um claro “ Típico da Identidade Brasil:” precedeu a frase que, aí deve estar o motivo da ira, falava de um certo presidente.
Um simples exercício de raciocínio lógico bastaria para entender que, sutilmente, a proposta da piada para encerrar a postagem não era denegrir a imagem do tal presidente, pois isso ele faz sozinho, mas mostrar que assuntos sérios viram piadas e que isso é Brasil.

Fazer uma reforma ortográfica em um país onde pessoas com nível universitário não sabem nem o minímo para produzir um texto[bb] sem erros básicos de acentuação e pontuação (a prova está em milhares de blogs por aí) e permitir que sejam gastos milhões em campanhas para explicar os efeitos do álcool, enquanto a propaganda de cerveja[bb] rola solta pela TV é a verdadeira piada.
Esses milhões deveriam ser gastos na educação e no tratamento do alcolismo, inclusive do dito cujo que é defendido
com paixão.

Para encerrar e reafirmar que a Identidade Brasil é coisa que deveríamos nos envergonhar e não ficar fazendo piadas ou perder tempo defendendo governantes, a pesquisa Pulso Brasil do Instituto Ipsos, de 2007, revela que:

- Quase 10% dos entrevistados que passaram por uma faculdade (tendo completado ou não o curso) não sabem que o Brasil se localiza na América do Sul.

- 50% dos brasileiros não sabem localizar o país no mapa-mundi.

- Para 2%, o Brasil fica na Argentina.

- Um porcentual pouco maior acha que o país se localiza na África – a dúvida é se no Chade ou na República Democrática do Congo.

- Só 18% dos brasileiros conseguem identificar os Estados Unidos e apenas 3% localizam corretamente a França.

- Quanto à Argentina, tão citada em piadas futebolísticas, 84% nem sequer desconfiam de que faz fronteira com o Brasil.

Riam à vontade.
Eu vou voltar ao mundo cor-de-rosa da decoração.

De onde veio isso, meu Deus?

Árvore dobradura

Árvore dobradura

Eu explico, não tem nada a ver com a foto, cada um faz a árvore que quiser.
A da foto aí de cima podemos classificá-la como “diferente”. E tá bom para ela.
Mas a pergunta do título desta postagem é simplesmente para testar os seus conhecimentos.
Sem ir ao Google, responda:
- De onde surgiu a árvore de Natal?
- O que representa?
- Por que é usada?

Eu já fui ao Google e posso dar uma luz[bb], inclusive poupando a busca indicando este link com o texto completo. Para os que acham que aprender só um pouco é suficiente, este trecho basta:

No início do século 8, quando o monge beneditino anglo-saxão Bonifácio foi autorizado pelo papa Gregório II a trabalhar como missionário na Turíngia, Alemanha central, o então futuro santo católico se deparou com o culto generalizado da árvore. Primeiro, combateu-o duramente. Chegou a empunhar o machado e abater uma árvore sagrada erguida no topo de um monte, para mostrar a inexistência dos deuses pagãos. Depois, passou a invocar o perfil triangular do abeto (espécie de árvore conífera) como Símbolo da Santíssima Trindade.

Mas esta postagem não pára por aqui, a árvore é só um exemplo de como fazemos as coisas sem saber por que.
Você, eu, os seus pais, os seus avós, os seus filhos, os seus netos e os seus bisnetos já montaram ou montarão muitas árvores de Natal[bb].
E todos sem saber o por que.

Este é um ponto básico.
Não gostamos de aprender, queremos fazer.
E depois queremos que os outros vejam e façam o que nós fizemos.
O que isso lembra? A decoração.

Passou a ser algo que todos podem fazer, o que é muito bom.
A maioria dos que fazem, não têm a miníma idéia do porque fazem. O que é muito ruim.

Típico da Identidade Brasil: um presidente alcóolatra e analfabeto que assina a Lei Seca e a Reforma Ortográfica.

Ajuda ou piora?

Pare com isso.

Pare com isso.

Quando você compra um artesanato em uma loja de presentes e decoração, o que você sente?
Que está adquirindo um produto feito pelo artesão?
Sente-se como que transportado ao lugar de origem daquele artesanato?
Afinal, você sabe o que é artesanato?
Muitas perguntas e poucas respostas?
Então leia esta postagem.

Por definição, artesanato é uma produção com temática regional e popular feita por uma pessoa, o artesão. Alguns artesãos são auxiliados por familiares.
A produção é baixa e os produtos têm a marca e característica do artesão.

Pois bem, artesanato é cultura e das mais valiosas, porque é cultura popular.
Cada região tem o seu artesanato próprio e, se bem consumido, faz comunidades inteiras serem auto sustentáveis, pois o artesanato atrai turistas, o turista traz o dinheiro para o comércio local e todos vivem felizes.

Mas, infelizmente existe o mas, os espertos industrializaram o artesanato.
A maioria das peças que você vê nessas lojas não são mais regionais, são pirataria.
São produzidas em série[bb], em verdadeiras indústrias que muitas vezes estão a milhares de kilometros da região de origem daquela peça, pagam péssimos salários e não oferecem condições de trabalho adequadas.
Se você se interessar pelo assunto e quiser ver a situação de pirataria em loco, pode visitar cidades como Porto Ferreira e Pedreira, ambas no interior de São Paulo.

O verdadeiro artesão, sem condições de competir, depende de ações e de algumas ONGs que realizam projetos de manutenção dessa importante cultura popular.
Mas se você continuar comprando artesanato fajuto em lojas[bb], essas ações serão iguais a você retirar uma única garrafa pet de dentro do rio Tietê, enquanto milhares são jogadas.

Se você realmente tiver que comprar um artesanato em uma dessas lojas, pergunte pelo autor, de onde veio, o que significa.
Se a resposta for uma bela engasgada, não compre.
Você está sendo enganado.

Constatação. Contestação.

Um jogou e o outro não limpou.

Um jogou e o outro não limpou.

Você descobre que está em um país desenvolvido quando encontra lixeiras instaladas pelo poder público nas ruas.