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Decoração com papel carbono é legal?

É comum, senão praxe, achar que decoração é algo para ser visto e copiado.
Para ser visto sim, mas para ser copiado é algo para se pensar…

Qual é a vantagem?
Será a economia de dinheiro?
Será a economia de tempo?
Ou, aí é complicado, a sensação de estar levando uma vantagem?

Copiar é ilegal quando envolve um trabalho feito por uma pessoa. Sempre.
Tá certo que vivemos em uma época em que os valores éticos estão extintos, mas o ato de copiar não é ético, a não ser que você peça (e consiga) uma autorização do autor.

Decoração estilo Smurf

Decoração estilo Smurf

Ria à vontade da ingenuidade desse pensamento, até porque quem copia tem a certeza de que o autor dificilmente saberá da cópia e, se souber, dificilmente tomará alguma medida pela dificuldade de se provar a autenticidade do material.
Principalmente quando o assunto é o mundo da decoração, normalmente habitado por madames que se metem a ter bom gosto e distribuir conselhos que na verdade nada mais são do que “coisinhas que ela viu por aí“.
Tanto é que se você imaginar um homem no meio desse mundo, virá à sua mente uma gazela com calça de oncinha. Nada contra as onças, lógico…
Algumas dessas madames abrem lojas e outras se “formam” no assunto.
Nos 2 casos o estrago é o mesmo.

O setor de decoração, infelizmente, não é profissional e por isso não conseguiu ser respeitado.
O que é referenciado como sendo coisa de profissional são as revistas de decoração, utilizadas inclusive por arquitetos e decoradores para dar uma “chupadinha”.
Na verdade, é uma zona completa.

Mas decoração copiada, além de ilegal, é igual mulher com Botox, todas iguais.
Sua casa fica sem personalidade e normalmente acontece uma dessas duas coisas:

1- a casa fica totalmente sem personalidade, com tudo na cor tabaco combinando com bege, móveis retos e quadros com tonalidades para combinar com o ambiente. Quem faz esse estilo acha que está sendo chic, mas na verdade mostra um medão do que os outros vão achar. É uma decoração para os outros.

2- a casa fica parecendo uma casa de bonecas ou uma casinha da roça. Muito artesanato, muitos lacinhos, muitos potinhos, muito sapinho no jardim, muitas plaquinhas do tipo “seja benvindo”, muito rosinha e muito xadrezinho.
Só falta a família Smurf para habitar a casa. Quem faz esse tipo de decoração faz para si mesmo, mas erra na mão e peca pelo excesso. Acaba ficando com uma casa esquisita, com uns monstros no meio desse mundo encantado, tipo o aparelho de televisão, o microondas, o computador etc. Tá certo que existem as capinhas e toalhinhas para tudo isso, mas aí é o apocalípse total…

O ideal é que você faça a decoração orientado por um profissional sério e sem frufrus, mas na impossibilidade (financeira), tenha bom senso, aprenda um pouco, pondere, pesquise, use o que faz você se sentir bem e seja funcional.
E evite copiar, quem vai ganhar com isso será você mesmo.

A sua casa tem que ter a sua cara.

O que faz um decorador?

Cada um tem a sua cara.

Cada um tem a sua cara.

Ao contrário do que muitos pensam, inclusive alguns decoradores, o decorador não é um profissional que dita a moda e dita ao cliente o que ele deve usar.
O bom decorador é aquele que interpreta as necessidades do cliente. Vejamos como:
- No primeiro contato, ele não fala, só ouve. É necessário que ele saiba quem são os moradores da casa, quais os seus hábitos, o que fazem, o que comem etc. Só assim ele terá dados suficientes para apresentar um projeto coerente.
- No segundo contato, ele fala e você só ouve. Nessa hora você vai analisar se o que ele está apresentando tem a ver com você.

Não aceite como argumento o famoso “isso está super na moda”, até porque o que está na moda hoje, não estará amanhã. Uma casa é, antes de tudo, uma extensão da sua personalidade. Quando você contrata um decorador, é para ele dosar e harmonizar elementos, cores e objetos de acordo com o seu estilo e não com o estilo dele.
Por exemplo, se você não gosta de móvel escuro (que parece estar na moda agora) e sonha com móvel claro, você deve optar pelo móvel claro, é claro!

Outro ponto importante é você ter plena consciência que está pagando pelo serviço, então você pode alterar o projeto e adequá-lo ao seu orçamento. Inclusive é muito importante que você deixe claro qual é o seu orçamento e especifique se você deseja ter objetos caros ou não.
Nunca contrate um decorador só porque é chique fazer isso, mas sempre que você sentir a necessidade de orientação profissional.

Tome cuidado também em tentar ser você mesmo o decorador, se inspirando em revistas e nas casas dos outros.
Se na revista você gostou de alguma coisa que é de um determinado estilo, clássico por exemplo, e o reproduz na sua sala de estar, deve se preocupar em não reproduzir um estilo totalmente diferente em outro ambiente.
Se você não souber fazer a transição, pode ser que a sua casa fique um pouco parecida com um museu que mostra a evolução do mobiliário pelas épocas.

A regra básica para não errar na decoração é não agir pelo impulso e sim pela coerência.
Antes de fazer, pesquise. Depois de pesquisar, pense. Depois de pensar, analise. Depois de analisar, pense de novo. E aí, faça!
Viu como é simples?