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Tirando uma lasquinha dos demitidos da Embraer.

O piloto sumiu?

O piloto sumiu?

A Embraer, o orgulho nacional junto com a Vale e a Petrobras, de uma tacada só colocou na rua 4.270 funcionários (esse número não é preciso, já que a empresa informa que são cerca de 20% dos funcionários).
A notícia veio à tona oficialmente na quinta-feira, 19/02/2009, através de um comunicado da empresa que está reproduzido no final deste artigo.

Abrem-se as cortinas:

- O nuncantesnestepaís Lula mostrou-se indignado e fez chegar aos órgãos de imprensa a informação de que iria convocar os diretores da Embraer para dar uma prensa e tentar reverter a situação. Além de indignado, mostrou-se surpreso.

- Os dirigentes sindicais, que representam os funcionários, foram em comitiva, sem marcar hora, ao Palácio do Planalto conversar com o Grande Deus. Chegaram até o andar do Gabinete, mas foram recebidos por um assessor, já que não tinham hora marcada, que prometeu agendar uma data.

- O Governo de São Paulo, leia José Serra, solidário, também fez chegar aos órgãos de imprensa a informação de que estará viabilizando apoio aos demitidos, oferecendo cursos de capacitação e recolocação profissional.

Os fatos:

- O Grande Vidente Especialista em Marolas, Pai Lula, já sabia das demissões desde a segunda-feira anterior, dia 16/02/2009, informado por Luciano Coutinho, presidente do BNDES. O BNDES detém 5,2% do capital da Embraer desde 1997.

- Mesmo o mais ignorante sindicalista sabe que precisa marcar hora até no pet shop, quanto mais para falar com o Santo Lula Filho do Brasil.

- O José Serra não deve estar sabendo que os demitidos faziam parte da empresa detentetora da mais avançada tecnologia, fazendo supor que os seus trabalhadores já são mais qualificados do que a média dos trabalhadores nas indústrias brasileiras.

Conclusão:

- O Mestre 80% da Preferência Nacional continua fazendo pontos com suas jogadas de efeito, desta vez em cima da desgraça dos que perderam o emprego, sendo que talvez muitos seguiram o seu conselho e continuaram comprando. Agora vão ter que resolver sozinhos como pagar o financiamento da casa, do carro, das férias etc.

- Os sindicalistas conseguiram, mesmo que por quinze minutos, ficar em baixo das luzes dos holofotes. Talvez renda alguma coisa nas próximas eleições.

- O Governador José Serra, de olho nas eleições de 2010, aprendeu a fazer o jogo do Mestre e não está economizando no populismo para aparecer ao lado, e igual, do Criador Lula e da Criatura Dilma.

- A situação da Embraer pode ser muito pior e se for, eles sabem, nós não ficaremos sabendo.

Moral da história:

- Os demitidos, sejam da Embraer ou da lojinha da esquina, seus dramas e seus problemas interessam muito pouco a essa gente que os governa. O que interessa mesmo é o quanto eles vão lucrar e crescer em cima da desgraça.
É hora de começar a ter medo.

Para terminar:

- Estamos ferrados.
Infelizmente.

Leia o Comunicado da Embraer, na íntegra e escrito originalmente em língua enrolada, para dizer que a coisa é mais preta do que dizem:

” São José dos Campos, 19 de fevereiro de 2009 – A Embraer informa que, como decorrência da crise sem precedentes que afeta a economia global, em particular o setor de transporte aéreo, tornou-se inevitável efetivar uma revisão de sua base de custos e de seu efetivo de pessoal, adequando-os à nova realidade de demanda por aeronaves comerciais e executivas.
Apesar de sediada no Brasil, a Empresa depende fundamentalmente do mercado externo e do desempenho da economia global – mais de 90% de suas receitas são provenientes de exportações, pouco se beneficiando, portanto, da resiliência que o mercado doméstico brasileiro vem demonstrando.
As reduções representam cerca de 20% do efetivo de 21.362 empregados da Empresa e se concentram na mão-de-obra operacional, administrativa e lideranças, incluindo a eliminação de um nível hierárquico de sua estrutura gerencial. A expressiva maioria da mão-de-obra de engenharia mantém-se engajada nos programas de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, que prosseguem inalterados.
Em virtude do cenário que se apresenta, a Embraer reviu suas estimativas para 2009. A Empresa estima entregar 242 aeronaves no período, com uma receita prevista de US$ 5,5 bilhões. Por conta da redução da estimativa de receita, a Empresa revisou sua previsão de investimentos para US$ 350 milhões neste ano.
A Embraer expressa seu profundo respeito às pessoas que ora deixam suas posições na Empresa. Respeito pelo trabalho que desenvolveram, pelo tempo de convívio profissional e pessoal, pelo momento difícil que atravessam.
A Empresa reafirma seu compromisso de construir um futuro sustentável e assegurar sua perpetuidade, através da busca contínua da satisfação de seus clientes, da excelência de suas operações e da geração de valor para seus acionistas, comunidades em que está inserida e para a sociedade como um todo.

Nota aos Editores
A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. – NYSE: ERJ; Bovespa: EMBR3) é uma
Empresa líder na fabricação de jatos comerciais de até 120 assentos e uma das maiores
exportadoras brasileiras. Com sede em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, a Empresa mantém escritórios, instalações industriais e oficinas de serviços ao cliente no Brasil, Estados Unidos, França, Portugal, China e Cingapura. Fundada em 1969, a Embraer projeta, desenvolve, fabrica e vende aeronaves para os segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, e Defesa e Governo. A Empresa também fornece suporte e serviços de pós-vendas a clientes em todo o mundo. Em 31 de janeiro de 2009, a Embraer contava com 21.362 empregados – número que não
inclui empregados de suas subsidiárias não-integrais OGMA e HEAI. Em 31 de dezembro de 2008, a carteira de pedidos firmes da Embraer totalizava US$ 20,9 bilhões.