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A trágica história de Paula Oliveira não é mais trágica do que a nossa.

A história da brasileira Paula Oliveira, que relatou ter sofrido um ataque de skinheads, tem indícios de fraude com a intenção de pedir judicialmente uma indenização ao Governo Suíço, segundo as últimas notícias sobre o caso. Para ver as notícias, clique nos links no final deste artigo.
O caso começou chamando a atenção pela brutalidade e rapidamente ganhou a mídia e provocou reações: algumas exageradas e outras sensatas.
Alguns aproveitaram o fato para bravatas, como se fosse uma guerra entre suíços e brasileiros.
Não era.

Coisas que criamos

Coisas que criamos

Suíços têm um apreço pelos brasileiros proporcional ao apreço que os brasileiros têm pelos suíços.
Para os que fizeram bravatas, sugerindo que os suíços não gostam de brasileiros, cabe lembrar que estrangeiros no Brasil, suíços inclusive, são atacados por bandidos e mortos.
E não existe diferença se são atacados por ódio racial ou por bandidagem.
São atacados e mortos. Ponto final.

Quando isso acontece, inunda a mídia também, aqui e lá, mas não vemos a mesma bravata tentando criar um incidente diplomático.

É bonito vermos esse sentimento de proteção aos cidadãos brasileiros quando são envolvidos em uma situação de violência em outro país, principalmente pelas nossas autoridades.
Mas deveriam ter essa mesma proteção, empenho e indignação de protegê-los também aqui no Brasil.

Se pensarmos bem, as nossas autoridades, as que deveriam nos proteger, ora são os skinheads invisíveis com a suástica tatuada na cabeça que nos atacam e ora são a brasileira que usa a violência para conseguir mais verbas que são mal usadas ou desviadas.

Enquanto isso, milhares de brasileiros, com alguns estrangeiros somados, são atacados, mortos, violentados em nosso país.
Alguns crimes são de uma crueldade inimaginável para um humano. Muito mais do que cortes supercifiais na pele.
Todos estamos correndo o risco de entrar nessa estatística.
E o que estamos fazendo para que isso não ocorra?
Nada, absolutamente nada.
Infelizmente.

Foto de darkpatator

Notícias sobre o caso: A indenizaçãoA gravidezA contradiçãoA patriotadaMais patriotadaO começo

Policiais cariocas assediando modelos.

As imagens desta postagem estão sendo veiculadas no mundo via internet, especialmente na Itália, e mostram policiais da PM do Rio de Janeiro assediando com violência jovens modelos.

Passeando na praia

Passeando na praia

Tudo não passa de uma campanha publicitária de uma marca (não vale a pena fazer publicidade gratuita) de roupas italianas e foram feitas na orla da cidade do Rio.
Ufa! Então é só uma armaçãozinha para causar polêmica e aparecer na mídia…

Não, não é só isso.
Infelizmente.
A julgar pelas fotos, a farda dos policiais parece autêntica ou, se não for, é uma réplica perfeita. Vejas os detalhes.

22º BPM

22º BPM

As fotos foram feitas em local público, com estrutura profissional, o que demanda equipamentos, maquiadores, produtores etc, armando um pequeno circo que não passa desapercebido de ninguém.

Bandeira do Rio

Bandeira do Rio

Se a polícia cedeu as fardas ou simplesmente não averigou a cópia das fardas e impediu que imagens desse tipo fossem feitas em local público, é porque concorda que seja veiculada uma imagem lá fora mostrando policiais violentos que abordam pobres moiçolas em via pública, inclusive enfiando a mão por baixo das vestimentas a pretexto de revistá-las.

Revistando um suspeito

Revistando um suspeito

Portanto, não podemos reclamar da imagem do Brasil estar associada ao turismo sexual, permissividade e violência.
Nós, todos nós, somos coniventes com isso.
Consumimos cervejas que tratam a mulher como objeto, permitimos que a maior rede de televisão aberta invada as nossas casas com uma sirigaita Globeleza dançando pelada na frente de crianças, não nos importamos com imagens de mulheres nuas em capas de revistas aos olhos de todos, exportamos um carnaval de mulheres com peito e bunda de fora para o mundo todo, entre tantas outras coisas que chamamos de “sensualidade brasileira”.

Então não deveríamos nos importar quando turistas alemães vêm ao Brasil, provavelmente em busca de permissividade, e ficam pelados no saguão do aeroporto, como mostra o vídeo abaixo.
Nem nós, nem a polícia.
Os alemães estão certos, aqui tudo pode.